Kazinha da Karol

Essa é a casa da Karol. Entre, sinta-se a vontade, puxe uma cadeira, pegue um copo de suco na geladeira. Have fun!

Wednesday, July 27, 2005

[.spice.up.your.life.]

Quem me conhece sabe que eu tenho a mania de cantarolar o dia todo. Isso em dias normais. Nos demais eu também faço coreografias, interpretações. A Lu por exemplo odeia que eu cante uma música do Linkin Park para ela porque ela diz que eu sofro quando canto e ela tem aflição ao ver essa cena. "Total Eclipse of the Heart" perto dela, nem pensar... rs

Ontem eu estava um tanto quanto triste, conversando com o Pingão e mostrando a letra deprê do que eu estava ouvindo que dizia mais ou menos isso (em inglês): "Pedras me ensinaram a voar, o amor me ensinou a mentir, a vida me ensinou a morrer. Não é difícil cair quando você flutua como uma bola de canhão". Nossa, em português fica bem estranho... Enfim, ai comecei a cantar pra ele, a título de irritação mesmo, todas as músicas que tocavam no cd player (coisa de quem não tem o que fazer).

Foi então que eu lancei a idéia genial: mostrar a coreografia da música que eu estava cantando através do msn. Ficou mais ou menos assim:

I woke up this morning *anda pela sala*

with the burden of love hanging over my head as I *coloca a mão na cabeça enquanto faz cara de papel de parede em dúvida*

Walked into the living room *anda desorientada*

Sit with you, discuss whats going on *segura em uma cadeira e olha para a câmera*

Is it meeeee? *aponta para si*

Is it yooooou? *aponta para a câmera*

Is it something i forgot to dooo? *coloca um dos joelhos no chão*

Teeeell me so that IIII understand *ajoelha no chão e abaixa a cabeça*

I just need some time *levanta do chão se apoiando em uma cadeira*

Gather all my thoughs *olha para o chão com ar perdido*

To make up for the love i just lost *olha para frente esticando a mão*

You've been so good to me given me everything *coloca a mão no peito fazendo cara de dor de barriga*

Take what you want cause it doesn't belong to me *afasta as mãos repentinamente virando o rosto*


Claro que depois disso tomei um "DUH" bem grande.

Ok, minha mãe também acha que sou uma spice girl frustrada. Mas como elas voltarão e apenas como um trio... quem sabe eu não pego o lugar da Mel C???

Sim, sim, confesso que esse post foi só pra tirar o ar melodramático que tomou conta dessa minha vida ultimamente...

Ps.: Essa música é um "lado B" do Maroon 5, chamada "Take What You Want".

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Monday, July 25, 2005

[.tangled.up]

Nunca acreditei muito nessa história de azar. Acho que tudo acontece por um motivo. Mas você percebe que alguma coisa está bem errada quando tudo desanda - de uma vez. Sobram 2 reais na sua conta, no meio do mês. Aí você se descobre incapaz de amar uma pessoa praticamente perfeita. Você consegue 10 dias de férias, mas não tem para onde ir, nem grana para gastar. Pensando bem, acho que sou eu que, torcendo pelos pilotos para os quais torço, estou passando essa maré de azar através da tv, não é possível. Um está vencendo quando o carro quebra, de novo. O outro é vítima de pilotos que acham que estão brincando de carrinho bate-bate. Misericórdia!

Estou totalmente desanimada em escrever, portanto, caso eu venha a sumir da net por um tempo, é porque a kaza aqui está em reformas.

E se alguém ai conhecer um convento evangélico me convoquem, porque estou seriamente pensando em celibato por tempo indeterminado.

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Friday, July 22, 2005

[.carousel.]

Alguém ai me explica por que a vida é tão complicada?

Podia ser mais fácil como 2 + 2 = 4 e ponto final

Não, nos enrolamos em variáveis, tropeçamos em x e y que aparecem do nada, e mesmo quando a fórmula tem tudo pra dar certo, alguma coisa sai errada. Nunca é simples, nunca é fácil.

Por que a razão nunca vence? Por que em emoção não mandamos? Eu explico, explico tantas coisas pro meu coração, meu cérebro entende perfeitamente. Mas não consegue fazer nada a respeito. Isso em relação a tanta coisa.

Queria conseguir seguir apenas a razão. Tudo seria tão mais fácil. Torceríamos por um time que, estatisticamente falando é o melhor. Amaríamos o Schumacher, afinal, todos os números são a seu favor. Comeríamos coisas saudáveis e o McDonalds iria à falência. Gostaríamos apenas do U2, afinal, o Bono é “o” cara, engajado, com conteúdo, etc... Amaríamos aquela pessoa que mais se aproximasse dos nossos ideais, e que tivesse gostos semelhantes. Independente de qualquer coisa.

Mas é sempre o contrário. Gostamos da banda cujo vocalista é um mala encrenqueiro. Torcemos para um time que só perde e nos envergonha. O piloto que amamos é o chamado de looser por todos. Amamos o McDonalds.
Eu não nos entendo. Seria tudo tão mais fácil. Por que não consigo?

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Monday, July 18, 2005

Pasta Preta

Era uma vez uma pasta. Preta, com plásticos dentro. Passada de geração em geração ela resistia. Já havia sido usada para guardar muitos documentos, até que começou a ser usada para carregar lindos papéis de carta. Nacionais, importados, um sucesso. Um dia sua dona cresceu e resolveu que ao invés de papéis de carta gostaria de colecionar artigos sobre dois pilotos que ela gostava.

O ano era 1995, não havia internet, não se conseguia achar fotos dos seus ‘ídolos’ no Google, ou os dados biográficos no site do piloto. Não havia corrida com chat no msn. Portanto, o único jeito de ser fã era assinar o jornal, ler todos os dias, atentamente a parte de Esportes e recortar tudo o que aparecesse. Outra dica importante era ser amiga do jornaleiro da banca mais próxima da sua casa, aquele que dizia se tinha saído alguma coisa ou não em jornais ou revistas diferentes. Além disso, um caderninho de anotações ficava do lado da tv, nos dias de corrida. Tudo o que se falasse sobre o seu piloto preferido era anotado. Nem sempre se encontrava esse tipo de fofoca nas revistas.

Um dos pilotos corria da Fórmula Indy, havia ganhado as 500 milhas de Indianápolis, tinha nome francês e um estilo que a fez pensar: “Quem é esse folgado?”. O outro era, de onde mesmo? Finlândia. Cabelos dourados e jeito bem calado. Uma vez minha tia perguntou onde ficava esse país de nome pouco familiar. Começava ali uma verdadeira caça às informações sobre o país de origem do futuro bi-campeão mundial.

A pasta foi enchendo-se de recortes de jornais e revistas. Fotos, entrevistas, biografias... Adesivos oficiais, cards autografados enviados pelas equipes... tudo ali, guardado. Parte da sua vida estava ali. Praticamente metade da sua adolescência.

Ela cresceu, conheceu a internet, parou de recortar coisas dos jornais, a não ser as muito importantes. Com o tempo, mudou de casa e mal lembrava onde estava a pasta. Procurou algumas vezes, sem sucesso. Algumas caixas estavam ainda fechadas, depois de anos de mudança, escondidas em cantos da casa. Havia uma esperança de achá-la um dia.

Não sabe porque, mas sentiu uma angústia forte e resolveu que queria achar a tal pasta preta. Procurou pela casa toda, no meio das centenas de livros e pastas que sua mãe guarda, achou a pasta que guardava dos times de futebol que gostava, o álbum de figurinha do campeonato italiano de futebol de 95, mas nem sinal da pasta. Já triste e sem esperanças, resolveu insistir com sua mãe, a única e última esperança morava ali, na estante que se encontra dentro do quarto dela.

Ela diz que não, que não tem mais nada seu no quarto. Ela se entristece, acha que um pedaço da sua vida foi jogado fora. Já imaginava quem haveria encontrado a tal pasta, as fotos e recortes separados com tanto esmero boiando pela sarjeta cheia de água suja, indo em direção ao esgoto.
Tudo parecia vitória da Ferrari, ou melhor, tudo parecia tragédia quando... Sua mãe pergunta: “É isso aqui que você está procurando?” E ali estava ela: preta, letras verdes cintilantes onde se lia: ‘Mika Hakkinen e Jacques Villeneuve – 1995’. Não conseguia se conter de tanta emoção. Folheou página por página, reviveu cada emoção pó menor que fosse. Suspirou aliviada.

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Monday, July 11, 2005

*Ficção*

Abriu os olhos naquela manhã gelada. Olhou pela janela e a cidade estava cinza. Mais do que o normal. Não era apenas o céu, ou os prédios, mas tudo havia perdido a cor. Indagava-se quando da sua vida havia s ausentado a graça, daquele jeito, mas não conseguia encontrar respostas. Seus dias tornaram-se anêmicos, aos poucos, e ela mal pode perceber. Estava atolada em sua rotina, sufocada pelo mesmo.

Deitou-se mais um pouco, não queria acordar. Queria ficar ali, olhos fechados, naquele mundo que havia inventado, calculado. Na sua imaginação podia ser quem quisesse, ainda que fosse ela mesma, mesmos olhos astigmáticos, mesma pele seca e cabelo rebelde. Não era perfeita nem no seu mundo. Mas tinha um outro emprego, conhecia pessoas importantes, realizava seus sonhos. Sonhos que só tinha ali no seu mundo. Na vida real parecia que o estoque deles tinha se esvaído com a cor do mundo. Talvez pelo ralo do banheiro em um dos seus banhos quentes e demorados.

Passava horas antes de dormir imaginando uma vida muito diferente. “Se eu conhecesse tal pessoa as coisas poderiam ser assim...” e assim começava mais uma viagem emocionante por um mundo onde tudo dava certo e mesmo que não desse, era só rebobinar a fita e apertar de novo o play.

E quando saía do seu mundo sentia-se triste. Nada era como imaginava. Todos os dias queria dormir mais cedo, só para poder viver aquelas sensações de felicidade. Esperava por um milagre que transformasse aquilo tudo em realidade. Sentia-se completamente dopada em suas viagens. Sua imaginação era a droga mais potente que conhecia.

Levantou-se, colocou a velha calça jeans surrada, uma camiseta de manga comprida com punhos puídos e colarinho amarelado e seu tênis preferido, afinal, só tinha aquele mesmo. Procurou o que comer na geladeira vermelha, mas tudo o que encontrou foi um pouco de leite azedo. Tomaria seu café no bar da esquina. Penduraria mais uma vez a conta, como de costume. Escovou os dentes, mas não teve coragem ao menos de passar um batom. Fechou a porta, chamou o elevador empoeirado. Quem dera pudesse viver para sempre apenas de imaginação.

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Friday, July 08, 2005

[.High.Voltage.]

Você percebe que está viciada em alguma coisa, no caso Fórmula 1 quando:

1. Você vira referência para perguntas do tipo: “Tem F1 essa semana?”, “A que horas é a corrida?”, feitas pelos seus colegas de trabalho.

2. Seu wallpaper tem um piloto e seu screensaver um monte deles.

3. Seus amigos mandam para você, de presente, por email, wallpapers e fotos da McLaren, do Jacques Villeneuve...

4. Seu hamster tem nome de piloto

5. Você joga “Worms” e cria uma equipe chamada “F1 Team” cujas ‘minhoquinhas’ chamam ‘Villeneuve’, ‘Raikkonen’, ‘Alonso’, ‘Sato’, ‘Baum’, ‘Naná’ e ‘Vagaroso’.

6. A equipe adversária tem os seguintes participantes: ‘Metadinha’ (em alusão ao Ralph Schumacher), ‘DV’ (Michael Schumacher), ‘Botão’ (Button), ‘Marketing Webber’...

7. Você passou a gostar de um país (Finlândia) por causa de um piloto de F1

8. Você sabe o que é A1

9. Você se reúne com os amigos para ver as corridas como se fossem partidas de final de campeonato de futebol

10. Você vai ver a corrida, dorme na fila, leva bandeira...

11. Você descobre novos sites e visita o site do seu piloto favorito todos os dias. Além é claro de ler os principais sites de F1.

12. Vc faz piadinhas do gênero:
Alicio: Tudo Baum?
Eu: Gartner?

E ouve:

Eu: To afim de marcar um campeonato de Kart
Curtis: Hikeyan?

E você entende essas piadas rs

13. Você torce há 10 anos pelo mesmo piloto. Já comprou camiseta e boné dele. E compraria mais coisa se achasse. Pensa até em entrar para o fã clube oficial, e em juntar dinheiro para isso (meros 45 euros...)

14. A maior parte dos seus melhores amigos você conheceu em uma comunidade de F1

15. Você se emociona ao saber que o cd que o Jacques Villeneuve está ouvindo no momento é ‘Songs About Jane’ do Maroon 5. (Tá, essa aí foi só pra incitar a galera a me xingar, eu sei)

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Friday, July 01, 2005

Believe it or not

Olha se jurar não fosse pecado, eu jurava que eu não roubei nesse teste!!!

Eu fiz certinho!!!

E olha o resultado!!!

Qual piloto é você???

This is me

Hoje eu vou dormir feliz!!! =oD

Como diria o meu chefe: "Crianças..."

Cultura inútil rules!!!

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